10 maio 2011

de sítio

em sítio de película
ligeiramente ao lado do desenho
por onde passam casas com sede
a bocejar cores às marés de cana verde
um fumo muito antigo
dentro dos olhos de gente
e circos a desfilar
transformados em orla do mar
à marcha à venda
o milho verde em mãos abertas
e a outra história pirata

e crianças sem saia
de carne de coco
ao chorinho mais verde da estrada
fumos muito calados
paredes que suspiram (Deus é Fiel)
quando as varandas incham ao mar
a regressar
(a quem) a orla é uma rede de brisa a balançar devagar
entre um mar verde velho
e um chão ainda mimado
ainda esverdeado
antes que tudo amadureça