20 julho 2011

Ella / Ela

Ella

Va cada mañana a la casa de los locos,
entrega pasaportes al siglo diecinueve.
Lleva un cucharón de plata en la mano
y un violín envuelto en papel burbuja.
Va cada mañana a la casa de los locos,
deja una piedra magnética sobre la repisa.
Pone una herradura bajo la cama
al diosecillo de los números impares.
Va cada mañana a la casa de los locos,
piensa en qué trofeos para la felicidad.
En qué palabras para los cántaros rotos
donde tachan su cabeza los escolares.
Va cada mañana a la casa de los locos,
calcula que alguien es todo lo que queda lejos
y dibuja con tiza un círculo blanco.


Todas as manhãs vai à casa dos loucos,
entrega passaportes ao século dezanove.
Leva uma concha de prata na mão
e um embrulhado em papel bolha.
Todas as manhãs vai à casa dos loucos,
deixa uma pedra magnética na prateleira.
Põe uma ferradura debaixo da cama
ao pequeno deus dos números ímpares.
Todas as manhãs vai à casa dos loucos,
pensa quais os troféus para a felicidade.
Quais as palavras para os cântaros quebrados
onde os escolares impugnam a sua cabeça.
Todas as manhãs vai à casa dos loucos,
Calcula: alguém é tudo o que fica longe
e desenha com giz um círculo branco

(trad: alberto augusto)