25 julho 2011

Fragmento da autobiografia e um poema de Cherubina de Gabriak traduzidos por Natalia Litvinova


Nací en Petersburgo, el 31 de marzo de 1887. Tuve una hermana un poco mayor, a los 24 años murió. Trágicamente. Quedé impresionada para toda la vida. Tengo un hermano mayor. Soy la menor, me enfermo mucho, desde los 7 hasta los 16 casi todo el tiempo en cama - por la tuberculosis, los huesos y los pulmones.

Crecí sola, porque soy la menor y porque hasta los16 años siempre estuve muy enferma, convaleciente durante meses. Mi primer recuerdo: volver a la vida después de un desmayo de muchas horas - la cara de mamá inclinada con los ojos de ámbar y el sonido de las campanas. Tenía 7 años. Todo lo que pasó antes de los 7 años, - lo olvidé. En el patio - agosto con las hojas amarillas y las manzanas rojas. ¡Que sentimiento tan dulce el de la esclavitud terrestre!

Me parece que desde los 18 años fui por los caminos polvorientos de la vida y poco a poco se perdía mi conocimiento oscuro, y ahora no sé nada, pero oigo algo, y creo en lo que oigo, y ellos creen que tengo solo los ojos abiertos.

Y quiero que alguien se convierta en mi espejo y que me refleje aunque sea por un instante. Me es pesado llevar mi alma.

A los 14-15 soñaba convertirme en santa y me alegraba de estar enferma de enfermedades oscuras y desconocidas, y por estar cerca de la muerte. Durante 10 meses estuve sumergida en la oscuridad, estuve ciega, tenía 9 años. No le temía y no le temo a la muerte, a los 7 años quería morir para ver a Dios y al Diablo. Aquel mundo para mí era infinitamente atractivo. Me parece que toda la mentira de mi vida se convertirá en verdad, y allá, desde allá, sabré querer así, como quiero.

Violetas de un color lila oscuro
me traes todos los días;
son ingenuamente lamentables,
las flores de tu enamoramiento.
La ciencia refinada del amor
no comprenderá tu mente ciega,
y por la sonrisa de aburrimiento,
se tuerce mi delgada boca.
Con el veneno viejo de mi perfume
te embriagaste dulcemente,
pero yo con solo una mirada cansada
destruyo las flores innecesarias.



Nasci em Petersburgo a 31 de março de 1887. Tive uma irmã um pouco mais velha. Morreu aos 24 anos. Tragicamente. Fiquei traumatizada para toda a vida. Tenho um irmão mais velho. Sou a mais nova, adoeço muito. Dos 7 aos 16 anos passei quase todo o tempo na cama – por causa da tuberculose, dos ossos e dos pulmões.

Cresci sozinha porque sou a mais nova e porque até aos 16 anos estive sempre muito doente, convalescendo meses e meses. A minha primeira recordação: voltar à vida a seguir a um desmaio de muitas horas – a cara da mamã inclinada com olhos de âmbar e o som dos sinos. Tinha 7 anos. Tudo o que se passou antes dos 7 anos, - esqueci. No pátio – agosto com as folhas amarelas e as maçãs vermelhas. Que sentimento tão doce o da escravidão terrestre!

Parece-me que desde os 18 anos fui pelos caminhos poeirentos da vida e pouco a pouco ia-se perdendo o meu conhecimento obscuro, agora não sei nada, mas oiço algo, acredito no que oiço, eles julgam que só os meus olhos estão abertos.

E quero que alguém se converta em meu espelho e me reflicta mesmo que seja por um instante. Pesa-me levar a alma.

Aos 14-15 sonhava converter-me em santa e ficava contente de estar doente de doenças obscuras e desconhecidas e por estar à beira da morte. Durante 10 meses estive submersa na escuridão, estive cega, tinha 9 anos. Não tinha nem tenho medo à morte, aos 12 anos queria morrer para ver Deus e o Diabo. Esse mundo para mim era infinitamente atractivo. Parece-me que toda a mentira da minha vida converter-se-á em verdade, e mais além, do além, saberei querer assim, como quero.

Violetas de uma cor lilás escura
todos os dias mas trazes;
são ingenuamente lamentáveis
as flores do teu enamoramento.
A ciência refinada do amor
não compreenderá a tua mente cega,
pelo sorriso de aborrecimento
se torce a minha delgada boca.

Com o velho veneno do meu perfume
embriagaste-te docemente,
mas eu apenas com um olhar de cansaço
destruo as flores desnecessárias.

(trad: alberto augusto)