16 agosto 2011

rosa, rosae

Dona Rosinha, A Solteira
de Federico Garcia Lorca
Teatro Fórum
Encenação: Hermínio Chaves Fernandes
12/13 Agosto 2011
Auditório Municipal
Boticas


As Manolas banhavam-se na água rosa à vista do escabeche. A vozearia pródiga que, desde o diâmetro, impregnava os ares não estabelecia nenhum vaso comunicante com o badalo da formatura. Suspeitava-se, nalgumas clareiras a longe da Roda, que a nanotecnologia aplicada a todos os azeites pairantes tinha por objectivo uma rápida diminuição dos animais, a criação massiva de animais diminuídos.

Quando o fogaréu andaluz ocupava toda a cena as incursões das salamandras exemplificavam-se como dinossauros diminuídos. As crianças transmissoras eram ensinadas a facilitar estas reduções uma vez que, diziam os maiores, asseguravam a genética passagem do poder da Mão.

Embora nunca o tenha declarado, fosse às parências fosse ao piano, Rosa tinha sido sonhada, em 17 de Agosto, por uma andorinha rubra que lhe debicara a sinopse de um drama de continência lavrado sob a expelição da contiguidade. Ao sonho não foi permitida a revelação do ninho dessa andorinha oracular.

Personagens consoante a interpretação policiástica – diante da arquitectura da claustrofobia. 
Na geomância alguém em corpo perpetrará a Lebre em sua Carreira? Alguém assumirá a Lebre contra os Faróis?