24 setembro 2011

Asilo junto a un semáforo/ Asilo ao pé de um semáforo

Asilo junto a un semáforo en rojo

Nadie hace ruido
ni siquiera para morirse

Una monja pinta los muros con adhesivo
su cabeza es de yeso

La televisión está en pausa
quienes la ven ahorran tiempo

Los vitrales contienen el hálito
de sillones amontonados

Una silla de ruedas espera su fuga en el pórtico
—me saluda

Avanzo
en esta esquina el semáforo nunca será verde.

Verónica Fajardo


Asilo ao pé de um semáforo vermelho


Ninguém faz barulho
nem sequer para morrer


Uma monja pinta as paredes com adesivo
A sua cabeça é de gesso


A televisão está em pausa
quem a vê poupa tempo


Os vitrais contêm o hálito
de cadeirões amontoados


Uma cadeira de rodas espera a sua fuga no portal
- cumprimenta-me


Avanço
nesta esquina o semáforo nunca será verde.


(trad: alberto augusto)