12 setembro 2011

El meu cul, quan / O meu cu, quando

El meu cul, quan el toques a la nit

El meu cul quan el toques a la nit
es torna d’un material pesant i raríssim
que vol un llarg viatge d’anada
al jardí de les malícies
i no haver de tornar si no surt el sol encara
mentre balancejo els malucs rítmicament
per dibuixar-te esses davant la cara.
És un espectacle torbador, deies,
que només tu assoliràs dins les pupil•les
la meva rialla de pluja daurada
que fàcilment pot provocar un sisme
i fer-me caure de quatre grapes
endavant i endarrere bocaterrosa
i amb el cul ben enlaire
mentre tu mires de salvar-me cansat,
assedegat, gruixut i lubricant-me
fins a fer-me gemegar de dolor i satisfacció.

Roser Amills



O meu cu, quando lhe tocas à noite


O meu cu quando lhe tocas à noite
torna-se um material ponderante e raríssimo
querente duma longa viagem de ida
ao jardim das malícias
sem ter de voltar se o sol ainda não sai
enquanto gino os quadris ritmicamente
para te desenhar ésses diante da cara.
É um espectáculo turvador, dizias,
que só tu desfrutarás dentro das pupilas
o meu riso de chuva dourada
que facilmente pode provocar um sismo
e fazer-me cair de gatas
à frente e atrás boca terrosa
e com o cu bem no ar
enquanto olhas cansado de me salvar,
sedento, grosso e lubrificando-me
até me fazeres gemer de dor e satisfação.


(trad: alberto augusto)