25 setembro 2011

Sem, tudo é mais tranquilo e doce.

Sem, tudo é mais tranquilo e doce.
asperge o sovaco um perfume raro
pescoço de sardão másculo
derretido de tanto
linguado

subtraído e alheado o testículo anelar
sobe e desce a súbita garganta
descarrega o pássaro
pachacha da bota

molha a casta santidade eréctil a passagem
de uma malha sacrílega à ceia
o apostolado em orgia branqueia o vinho

os congregados adormecem
que repouso!


aurelino costa