07 outubro 2011

Um condenado à morte escapou|

Um condenado à morte escapou| Exposição de André Graça Gomes

Lisboa | 3/10 – 26/11/2011 | Institut français du Portugal
(desenhado ao vivo de 3 a 10 de Outubro).

No âmbito da 12ª festa do Cinema francês e a convite do Institut français du Portugal, o artista plastico André Graça Gomes realiza, ao vivo, de 3 a 10 de Outubro, um obra de grandes dimensões na parede da cafeteria do Institut français du Portugal que ficará patente até 26 de Novembro.

Um condenado à morte escapou

Curadoria: Mário Caeiro.
Produção: Institut français du Portugal
O artista André Graça Gomes apresenta um conjunto de três desenhos de grandes dimensões, dedicados ao cinema francês, importante fonte de inspiração para o artista. Um condenado à morte escapou (Un condamné à mort s’est échappé, 1956 ) de Robert Bresson é dos filmes que André tem mais vivos na memória; daí partiu para uma série de novas imagens originais, entre a ficção do cinema e ressonâncias de experiências pessoais. A austeridade e o rigor das imagens (e dos sons) de Bresson são remetidas para novas sequências, num registo performativo, traduzindo toda a energia interior deste jovem artista. O cinema é a imagem em movimento. Em Guernica (1950) de Alain Resnais, elaborado com imagens de obras de Picasso; ou La jetée (Chris Marker, 1963), curta-metragem de ficção cientifica construída através da fotomontagem, o cinema é porém fotografia em movimento. Como pintura. Ora esta nova exposição de André Graça foca-se nesta condição ambígua da imagem, na sua poesia, como na nouvelle vague com Jean-Luc Godard ou no cinema noir de Jean Pierre Melville. Assim, devolve a estes fabricantes de imagens um paradoxo: quem dá movimento à imagem estática, quem procede à sua ‘montagem’, é o olhar do espectador, convidado a procurar o sentido – a sequência, a duração, o significado – de cada quadro. André Graça, note-se, realiza grande parte do seu desenho in situ, ao encontro dessa tela iluminada que é a arquitectura. Os seus espectadores estão em trânsito e no quotidiano, não no silêncio da galeria ou da sala escura. Mário Caeiro e André Graça Gomes

André Graça Gomes

André Graça Gomes nasceu a 23 de Junho de 1985, em Chaves. Licenciou-se em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) em 2008. Desde então tem vindo a desenvolver trabalho em várias áreas de expressão visual: cenografia para teatro, vídeo, pintura e desenho, sendo as duas últimas o foco central do seu trabalho pessoal. Expõe regularmente os seus trabalhos. Paralelamente, trabalha como colaborador de Nadir Afonso.

Apresentado em: Lisboa