25 novembro 2011

o ventre inexistente


o ruído das coisas quando chocam com os poros
no imenso suor que isola os arbustos
este fechar da casa no bosque
é o fechar do ventre sobre as trevas

é como o descer da tarde pelo poros
há uns arbustos a cobrir o mundo
e o ventre da casa fecha-se sobre o sangue

como o cair do sangue sobre a terra
e a cascata de alguma coisa sobre os poros
assim inundo-me na misteriosa força das pedras
e caso-me labiríntico com o ventre do inexistente