23 dezembro 2011

A alvura desnuda a garganta

A alvura desnuda a garganta placentária - o homem derrete pelas asas graníticas do rio - pela colina descobrem-se poeiras e o mar sente-se pelos olhos. Nas veias o inomeável contagia os arbustos - as orelhas perdem-se pelo infinito - a porta fecha-se, a ranhura irradia, a placenta rebenta e na areia do irreconhecível : as águas soletram pelas brechas da casa - transporto-me nas raízes do ininterrupto. -
carlos vinagre