13 dezembro 2011

O meu sangue corre roxo

O meu sangue corre roxo - a faca, na artéria, espuma-se: o gorgolejo da água fecha o ventre. Na água mergulha o cérebro, a emoção desfia pelo rio corporal - a pele abre perante a pandemia ocular: a minha seiva é o colapso do silêncio. O punhal circula pelo abdómen até que a dor embriague - Fecho os olho - Pesquiso pela esquizofrenia as raízes da casa-boca - reabro a praia ao oxigénio, à semântica das árvores. Estou epi-eléctrico ante o músculo.
Carlos Vinagre