11 dezembro 2011

Pela água do cepticismo enrolo

Pela água do cepticismo enrolo a língua. A epilepsia abre-me o alvéolo pelo corpo-árvore. No mergulho da entrelinha a frescura foge pelas mãos: a ilusão é o leite matinal. Rarefaz-se: cobrir a pele com a cólera e a asfixia energética: fica o cego na nódoa do corpo. Antecede-me o crepúsculo.
Carlos Vinagre